terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Metallica - 30/01/2010

Ainda estou sem palavras para descrever a maravilha que foi esse show, no estádio Morumbi.

Então vai uma das fotos que tirei enquanto tocavam "The Day That Never Comes" , e o setlist abaixo!





CREEPING DEATH
FOR WHOM THE BELL TOLLS
THE FOUR HORSEMEN
HARVESTER OF SORROW
FADE TO BLACK
THAT WAS JUST YOUR LIFE
THE END OF THE LINE
THE DAY THAT NEVER COMES
SAD BUT TRUE
BROKEN, BEAT AND SCARRED
ONE
MASTER OF PUPPETS
BLACKENED
NOTHING ELSE MATTERS
ENTER SANDMAN

STONE COLD CRAZY (Queen cover)
MOTORBREATH
SEEK AND DESTROY


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"2009"

2009...

Ano em que fui pra muitas festas com minha turma da faculdade e com amigos que fiz lá.
Churrascos, caldos, pizzarias, bares, bares e mais bares, sem dar vexame em momento algum.
E eu me sinto bem melhor agora, depois de tantos problemas e anos de exclusão social por minha parte, mas ainda há muito o que corrigir, muito o que melhorar.

Ano em que mais uma vez, me apaixonei, e amei, muito. E que mesmo não dando certo mais uma vez, não me arrependo, e mergulharia nesse mundo denovo. Amar é bom e triste é quem não sabe a verdade nisso. Obrigado por tudo que me fez sentir e por tudo que ainda sinto, Bárbara Faria dos Santos.

Ano de algumas confusões também, que foram mencionadas com destaque aqui no blog. Não me arrependo, de forma alguma, do que fiz. É triste perder um amigo. Não por isso, pois chances de uma conversa não faltaram, e nem pessoas dispostas a ver essa amizade continuar. Sou grato e amigavelmente fiél a elas. Mas as vezes, pra que a verdade prevaleça, um preço é cobrado. E esse foi o meu. Pago. Fecha a conta e passa a régua.

Ano em que me formei num curso superior. Sou agora Gestor em Logística, com registro no CRA saindo em breve. Sim, carimbo com meu nome e tal. "Elegante", no mínimo. Pois confesso que o curso, em si, foi fácil, bem, ao menos para mim. Um grande viva a todos os meus momentos de leitura variados, ao livros de lógica, psicologia, estratégia, negociações, filosofia, poder, ética. E humor também. Sem esse conhecimento eu não seria criativo ao ponto que me vejo sendo, tão menos meu pensamento seria rápido como é.

Ano, como mencionado no post anterior, do Hexa !!! Ver meu time, com o qual tanto celebrei em outras ocasiões, ser Campeão Brasileiro pela sexta vez (82,83,85,87,92,09), tendo um grande ídolo como técnico, e poder comemorar com milhares de pessoas na rua, foi maravilhoso. E teve um signifcado mais que especial pra mim, significado este que está na postagem anterior.

2009. Ano que daqui a pouco termina. 1 hora apenas. Estou postando da casa de minha avó, onde daqui a pouco sai um jantar excelente, sem a menor dúvida. Nessa casa até o que queima fica bom.

E que em 2010 eu possa continuar cumprindo com minhas metas (o cabelo crescendo, malhando pra recuperar meu corpo depois de tantos problemas, fazer uma tatuagem em algum tempo...), algumas das quais já comecei. Que eu possa me manter firme em meus valores e na minha palavra. Que meus amigos continuem comigo. Gleizer. Caio. Rodrigo. Amanda. Júlio. Thaismara. Bárbara. Tantos outros. Um em especial eu sei que breve ficará ainda mais distante, mas nunca distante do meu coração e da minha força. Que eu continue sendo abençoado com a capacidade de ouvir músicas tão boas, e poder dividí-las com quem quiser.

Salvando o mais importante para o final, que isso se aplique a TODOS com quem convivo. Aproveitem o novo ano e dêem o melhor de vocês. Muita coisa tá pra ser realizada. Um grande abraço e até ano que vem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Canta bem alto, nação! Canta bem alto aí, vô !

Procurei me manter calmo, durante todo o curso do Campeonato Brasileiro deste ano. Não me unia a provocações aos outros times. Vendo a roubalheira continuar a comer solto, torcí arduamente para que o Vasco voltasse a chamada "Elite" do futebol nacional, e para que o Fluminense e o Botafogo nela permanecessem.

Rodada por rodada, falava de futebol apenas com um amigo, torcedor do Internacional, que está de parabéns pelo vice-campeonato, e com meu amigo Lucas, tricolor, pois enquanto, em silêncio, eu acompanhei a caminhada do Flamengo rumo ao topo, eu acompanhei a corrida do Fluminense, digamos, "pra ver a luz do sol novamente". E com muita felicidade, o Vasco cumpriu bem seu papel, e o Fluminense, de forma espetacular e que eu aplaudo de pé, também. Para completar a tranquilidade no Rio, Botafogo também permaneceu, embora de maneira tímida e complicada.

Assim como meu avô, assistia aos jogos em silêncio. E só quebrava esse silêncio quando acontecia gol. Quando eu chegava, como ele, na beirada do sofá, a medida que o Flamengo se aproximava da área adversária.

Com muito sufoco, apesar de tanta polêmica, e 2 gols tão chorados, o título veio. E o grito saiu. E eu soltei fogos do "telhado", agora 4º andar aqui de casa. Coisa que nunca havia feito nos meus 24 anos de vida. E fui pra festa depois. E hoje também. E me vestí com a camisa da Comissão Técnica do Flamengo, de gola, calça social preta. Camisa essa, que foi presente do meu avô, quando o Flamengo foi tri-campeão pela quarta vez, com o tão lembrado gol de falta, do Pet.

Avô este com quem assistí inúmeros jogos do Flamengo. Com quem comemorei muitos títulos. Até mesmo em 87 e 92, quando era um bebê e uma criança, respectivamente. Avô que, durante sua companhia sempre agradável, me cantava músicas antigas do Flamengo, de marchinhas de carnaval, de festa. Vou deixar aqui, uma pequena canção, que muito dele ouvi, que nunca encontrei nome, ou letra, na internet. Essa festa, esse título e essa música ficam pra mim, dedicadas a memória de meu avô, José Maria Barbosa, que partiu deste mundo no ano de 2005.

♫ Eu sou Flamengo e não disfarço de ninguém,
De 5 brasileiros 6 fãs o Flamengo tem!
Sou fã do clube não sou mascarado,
E acho que o jogo se decide é no gramado
E quando joga não dou mole é pra valer, sei ganhar não sei perder, sou doente meu irmão
Eu sou Flamengo e a torcida que se preza faz macumba chora e reza pro Mengo ser Campeão! ♫


Valeu Flamengo, Hexa Campeão Brasileiro!



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Razões...

Tenho razões pra acreditar que se eu continuar me arrebentando com essa ansiedade em demasia por conta dos jogos do meu Flamengo, terei um "treco" no coração. Ter o treco não é bom, mas a razão do treco é. E como é.

Quase 2 meses se foram desde a última postagem, e a razão pela qual me ausentei daqui, além da mais óbvia, a falta de ter algo para escrever, foi meu comprometimento com os deveres da faculdade. E me dediquei a estes. Mas já não sei a razão disso.

Deveria estar me sentindo ótimo agora, só me falta apresentar o TCC, e estarei formado, pronto para mais uma vez retornar ao trabalho. Deveria estar me sentindo melhor ainda por ser o aluno com as notas mais altas, na média, de 3 turmas até agora. Mas não estou, e realmente não sei a razão disso.

O que eu sei de verdade é que tenho me sentido distante, não no sentido literal, de quem amo. Sentimentos distantes, por mais que estejam sendo falados, transpirados, pensados. As vezes as vontades tomam conta dos pensamentos e, quando não há nada a se fazer, elas machucam. Fazem chorar. E você me dá tantas razões pra não me sentir assim...

E procurar razões, é outra coisa que me incomoda...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um vidro, outra vida.

Saí, de fato, mais cedo hoje, mas tarde para pegar o ônibus no bairro onde estudo, porém não tão tarde pra pegar uma carona e um outro ônibus na rodoviária.

Fui como de costume lá para os bancos da frente, pois sabia que aquele ônibus iria encher.
E foi enchendo.

Não reparava em nada com exceção da música que ouvia nos fones e nas chamas distantes nas construções da csn, com o vidro fechado, até que, pelo reflexo, vejo uma mulher parar em pé, de frente para onde eu estava. Do meu lado, uma senhora mais velha se oferecia para segurar a bolsa dessa mulher, que, pelo que imagino, tem entre 25 a 30 anos. Linda. Linda demais.
Olhei enquanto pude de frente, de cima a baixo, mas acho que a correria e minha desatenção atrapalharam, e logo o ônibus voltou a se mover, e eu olhei pro outro lado. O lado do vidro.

E foi por ele em que reparei, de fato, nesta mulher. Olhos escuros, um certo tom sombrio na maquiagem. Pele branca. Pálida. Aparentemente lisa. Cabelos pretos longos, beirando a cintura, com um cheiro delicioso. Roupa também preta, longa. Aparentemente uma empresária. Relógio e acessórios visívelmente caros. E a roupa longa e séria não impedia que seus atributos fossem admirados.

Me perdí naquele reflexo, admirando cada detalhezinho daquela mulher. Os traços no rosto. Um pequeno corte perto dos lábios que me deixou imaginando o motivo por um bom tempo. O pescoço branco, chamando. Até notar que, pelo mesmo vidro, ela olhava pra mim também. E foi assim, durante 10, 20, talvez 30 minutos. Muitas vezes o contato se perdia, e ela tornava a olhar para o vidro, para ajeitar o cabelo, e me procurava com os olhos, enquanto eu fazia o mesmo.


E ela desceria antes de mim. Ainda pelo vidro, ví ela puxar a corda para dar o sinal.

Já havia desanimado, mas ela tornou a encontrar meu olho. E me deu um sorriso espetacular.
Que foi prontamente, instantâneamente, retribuído.
E com os olhos acompanhei ela descer do ônibus, ainda sorrindo.

Ganhei o dia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Capítulo IV - Caráter, Amizade.

Nas últimas 3 postagens, escreví coisas diferentes, porém todas relacionadas ao meu jeito de ser, e como esse meu jeito me faz me sentir tão diferente. Pois agora, vou escrever sobre algo que fiz essa semana, algo que diz respeito ao caráter de uma pessoa, que diz respeito a amizade em seu sentido pleno, e decisões. Sim, aquelas que sempre são complicadas.

Até poucos dias atrás, existia uma pessoa que se dizia meu "amigo". Durante quase 20 anos. E "amigo" de muitos dos meus AMIGOS também. Uma pessoa que já havia feito coisas extraordináriamente estúpidas, pisado em cima de mim e de outros amigos também. Uma pessoa que, desde sua primeira namorada há anos atrás, traía, e era pra cá que vinha, choramingar, depois, com medo de perder a namorada. Até que eu mandei ele se fuder com essas coisas e ele não veio mais pra cá por essas coisas. Mas sempre me contava. Ou contava pra outros, que contavam pra mim. Eu sempre fui uma espécie estranha de "psicólogo" pra todos os meus amigos, pois gosto de ouvir quem precisa. E as merdas dele vinham no pacote, digamos, como um "bônus".

Meu ódio por mentiras e traições sempre foi grande, e cresce a cada vez mais. Muita gente no meu lugar já teria acabado com essa "amizade", porém não o fiz porque ambas as famílias se conhecem, e isso causaria certo desconforto. Nunca conversava com as namoradas dele e evitava conhecer, pra não dizer algo que acabaria com tudo. Até o ponto em que a atual namorada foi direta comigo, depois de muita enrolação, e me perguntou se estava sendo traía, ou se tinha sido. Ela me deu o tempo que precisei pra confirmar, e contei das 3 ou mais vezes que sim, tinha sido. Não tem jeito, esse sou eu, e eu não consigo mentir. Daí ela sumiu e esse "amigo" veio falar as asneiras de sempre no meu ouvido. Babau, já foi. Ele mentiu novamente pra ela, mas já estou limpando meu nome.

O que eu acho impressionante é saber, das pessoas que conversei, que elas nunca fariam o mesmo. Porque "não é da conta delas". Porque "se meter em problema de casal não convém". Porque "nessas situações é melhor fingir que não se sabe de nada". Porque isso e porque aquilo.
E felizmente ví a pessoa que atualmente levo em consideração como meu melhor amigo, por entender tão bem minha essência, e faço questão de citar o nome, RODRIGO FRANCO, um sinal de que, mais uma vez, fiz o certo. E em outro amigo também, que se dispôs a confirmar toda a situação pessoalmente, se fosse preciso.

Esconder algo que se sabe pra proteger uma amizade falha, pra ajudar a criar um caráter nojento, pra "se proteger" de julgamentos como "linguarudo", traídor, entre outras coisas, como sei que tem pessoas pensando em mim dessa forma agora, criando cada vez mais um vínculo de amizades que, em sua essência, são distorcidas e incompletas, esconder algo que se sabe, e deixar uma outra pessoa SOFRER, é ser UM GRANDE HIPÓCRITA, isso sim. Não é "ser esperto", não é "ser safo", não é querer se proteger de um mundo difícil em que vivemos. É ser um grande covarde.

E ouví de pessoas próximas, MUITO próximas, que "não se deve sair falando por aí o que se sabe". É óbvio que existe um limite. É óbvio que tem gente que morre por isso. Mas sempre que eu tenho a verdade guardada comigo, e ela precisa ser dita, pelo bem de alguém, ela vai ser dita. Sempre. E faz parte da amizade dizer a verdade.

Sou muito feliz com os grandes amigos que tenho.

E pra pessoa "próxima" que citou a frase logo a cima, mais específicamente a minha querida mãe a quem tanto amo, vou retribuir com uma frase de Galileu Galilei, em 1633, condenado pelo tribunal do Santo Ofício a SE CALAR, apenas por continuar a apoiar a teoria de que a terra se movia:

" - Eu não me sinto obrigado a acreditar que, o mesmo Deus, que nos dotou dos sentidos, da razão e do intelecto, tenha tido a intenção de que esquecêssemos o seu uso. "



Um obrigado a todos que leram, e que me entendem.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Desejos...

Chega a ser estranho como eu sou frequentemente lembrado dos meus desgostos pela vida...

Hoje enquanto fazia meu lanche na faculdade e observava as pessoas, como de costume, ouví o grupo que sentava na mesa ao lado conversar sobre as mulheres da sala deles. Sobre o par de seios enormes de uma. E a bunda de outra. E as pernas de outra. E até mesmo de uma possível combinação de todas elas. Como se estivessem montando um time de futebol, mas sem pontas... (fazer trocadilhos nos meus textos acabam com a seriedade deles, mas, ignorem! ...). E depois querendo os resultados. Querendo uma imaginação.

Quase engasgando com o meu simplório pastelzinho de frango, peguei minha garrafinha de coca e fui sentar num banco de madeira longe dalí, da cantina, das pessoas, de frente pra uma sala ainda em aula, em silêncio. Por alguns minutos fixei meu olhar no nada, e acabei meu lanche. Aí sim, pude fechar tranquilamente meus olhos e por alguns instantes mergulhar no pensamento que sempre me salva de tudo. A pessoa que amo.

Eu não posso ser hipócrita e dizer que não tenho desejos. Sim, tenho.

Não sou nenhum puritano em busca de santidade. Mas até mesmo em meus desejos eu busco um significado.

E aí penso em como eu amo você por completo. Em como eu gostaria de acariciar, beijar, sentir o cheiro, admirar, e na falta de controle ou até mesmo por brincadeira, morder, cada pedacinho do seu corpo. Um corpo vivo, que respira, que ama, que sente. Um corpo que eu desejo amar infinitamente e calorosamente, não apenas por me sentir atraído por cada partezinha dele, mas por nele, existir você.

E nos meus pensamentos você existe cada vez mais.
Assim como no meu coração.